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Alckmin e Temer tentam superar fracasso em pesquisas



Michel Temer (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) estão ensaiando uma aproximação para aquilo que chamam de corrente de centro-direita.

Após meses de relações estremecidas entre seus partidos, em decorrência da falta de apoio da ala paulista do PSDB durante as denúncias de corrupção enfrentadas por Temer na Câmara dos Deputados, os dois pré-candidatos trocaram ligações nos últimos dias.

Com apenas 2% das intenções de votos, segundo última pesquisa Datafolha, Temer vem considerando a possibilidade de não concorrer à Presidência. Neste caso, duas são as possibilidades do MDB: uma seria lançar Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda de Temer, e tentar destacar sua gestão a frente do Banco Central durante o governo Lula, atraindo, assim, parte do eleitorado petista; outra possibilidade seria o MDB não ter candidato próprio e apoiar um nome de centro-direita, como Alckmin.

Contra Temer, para além da baixíssima aprovação, ainda pesam as novas investigações da Polícia Federal envolvendo a compra de imóveis por sua filha e a possibilidade de uma terceira denúncia ser votada na Câmara dos Deputados. Tudo enfraquece o presidente e afasta, pouco a pouco, as chances de uma reeleição.

Já Alckmin, que tem entre 7% e 8% das intenções de voto, busca se consolidar como nome de centro. Seus principais concorrentes para a posição são, além do próprio Temer e de Henrique Meirelles, Rodrigo Maia (DEM) e o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro (PSC). Portanto, eventual apoio do MDB pode ser essencial para Alckmin. Resta ele decidir se está disposto a andar de mãos dadas com a impopularidade de Temer.

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Fontes:

Resultado do último Datafolha (https://bit.ly/2EMV36a)

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